Sou um ateu convicto! Defendo com unhas e dentes o meu não-deus? Será? Claro que não. Apenas não ligo, nem dou a mínima importância a estas coisas de religiões e afins.
Não acredito em destinos. Acredito em pessoas. Acredito em momentos. E quem os faz? As pessoas. Repungno expressões que muita gente utiliza "da boca para fora", como por exemplo,"se deus quiser".
Mas se deus quiser o quê? "Até amanhã, se deus quiser". É ridículo. Imaginem que o senhor acorda mal disposto e não quer. Ou que vocês, por terem saído de casa à pressa, não lavaram os dentes e passam todo o dia com aquele hálito matinal que cheira a doninha que nunca tomou banho. Imaginem isso...acham que deus vai querer alguma coisa de boa para vocês?
Não se fiem nele (ah, também não escrevo "Nele", com letra maiuscula, para quê?). Façam as coisas por vocês.
Afinal repensei...há pessoas a quem admito estas expressões. Aos meus avós. Mas só porque o dizem naquele alentejano que adoro. Sai, muito regularmente, um "até que dês quêra", muito bom.
E fico por aqui. Até logo...se o senhor taxista quiser.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
Pensem nisto (6)
Até que gosto
Pedes-me um tempo,
para balanço de vida.
Mas eu sou de letras,
não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,
balançar até dar balanço
e sair..
Pedes-me um sonho,
para fazer de chão.
Mas eu desses não tenho,
só dos de voar.
Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...
Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.
Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.
E agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração.
A Mafalda Veiga canta isto. Muita gente não gosta. Nem da música, nem dela. Eu não desgosto. Dela. Da música gosto. E da letra.
para balanço de vida.
Mas eu sou de letras,
não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,
balançar até dar balanço
e sair..
Pedes-me um sonho,
para fazer de chão.
Mas eu desses não tenho,
só dos de voar.
Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...
Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.
Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.
E agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração.
A Mafalda Veiga canta isto. Muita gente não gosta. Nem da música, nem dela. Eu não desgosto. Dela. Da música gosto. E da letra.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Pensem nisto (5)
sábado, 21 de novembro de 2009
Um génio
A Gente Vai Continuar
Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem á batota
Chega a onde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
JORGE PALMA
Chamem o que quiserem a este homem, a minha opção será sempre chamar-lhe génio.
Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem á batota
Chega a onde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
JORGE PALMA
Chamem o que quiserem a este homem, a minha opção será sempre chamar-lhe génio.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Parabéns!
Parabéns meu irmão! Encontrei um música para te dedicar, vou deixar aqui a letra, espero que gostes:
Parabens a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Hoje é dia de festa
Cantam as nossas almas
Para o menino Nuno
Uma salva de palmas
(o degredo a que eu cheguei para escrever esta letra aqui)
Parabens a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Hoje é dia de festa
Cantam as nossas almas
Para o menino Nuno
Uma salva de palmas
(o degredo a que eu cheguei para escrever esta letra aqui)
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Pensem nisto (4)
domingo, 15 de novembro de 2009
Apanhou-me!
Sou um gajo sem nível. Apanhei gripe. E não é A. Merda...
Já tive febre, continuo a tossir, doi-me o corpo. Mas porque é que não foi gripe A? Pelo menos era um coisa com nível.
Mas isto tem coisas giras para contar depois. Para ser sincero já não me lembrava da última vez que tinha tido febre. É giro! Um gajo alucina um bocado e tudo. Deixem lá as drogas, tentem mas é ficar com febre.
Eu no meio da maluqueira cheguei a estar duas horas a olhar para o tecto sem saber se havia de pegar no comando da televisão se no teclado do computador. Mas foi isto, e pelo meio mais uns milhares de pensamentos atravessados na cabeça que levaram a um bloqueio que foi giro. O termometro depois explicou o que se passava: 39.4!
Mas vá, não foi esta que me deitou abaixo e em breve já ando aí ao frio.
Já tive febre, continuo a tossir, doi-me o corpo. Mas porque é que não foi gripe A? Pelo menos era um coisa com nível.
Mas isto tem coisas giras para contar depois. Para ser sincero já não me lembrava da última vez que tinha tido febre. É giro! Um gajo alucina um bocado e tudo. Deixem lá as drogas, tentem mas é ficar com febre.
Eu no meio da maluqueira cheguei a estar duas horas a olhar para o tecto sem saber se havia de pegar no comando da televisão se no teclado do computador. Mas foi isto, e pelo meio mais uns milhares de pensamentos atravessados na cabeça que levaram a um bloqueio que foi giro. O termometro depois explicou o que se passava: 39.4!
Mas vá, não foi esta que me deitou abaixo e em breve já ando aí ao frio.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Pleonasmo
Sabem o que são pleonasmos? Procurem! Ninguém está livre deles...
Subir para cima (como sobem para baixo?)
Elo de ligação (elo é de ligação se não não é elo, é argola)
Acabamento final (se é acabamento é final! Não existe acabamento meia final, nem acabamento quartos de final)
Certeza absoluta (quando uma pessoa tem a CERTEZA, ela É absoluta!
"Realiza-se nos dias 8, 9 e 10, inclusivé" (porra, se o 10 não estivesse incluido era só a pessoa não dizer o 10!)
Dividir em duas metades iguais (se é metade!!! têm de ser iguais!)
"mas tens outra alternativa" (se é alternativa, é outra! Se não é outra é a mesma! Se é a mesma, não é alternativa!)
Tem de comparecer pessoalmente (...queriam que fosse comparecer como? Por email?)
Todos foram unânimes (É preciso dizer alguma coisa?)
Encarar os problemas de frente (Tentem lá encarar alguma coisa de costas)
É um facto real (se é facto... É real!)
Uma surpresa inesperada (Se fosse esperada continuava a ser surpresa?)
Gritar alto (e murmurem baixinho)
Perceberam?
Pronto...
Subir para cima (como sobem para baixo?)
Elo de ligação (elo é de ligação se não não é elo, é argola)
Acabamento final (se é acabamento é final! Não existe acabamento meia final, nem acabamento quartos de final)
Certeza absoluta (quando uma pessoa tem a CERTEZA, ela É absoluta!
"Realiza-se nos dias 8, 9 e 10, inclusivé" (porra, se o 10 não estivesse incluido era só a pessoa não dizer o 10!)
Dividir em duas metades iguais (se é metade!!! têm de ser iguais!)
"mas tens outra alternativa" (se é alternativa, é outra! Se não é outra é a mesma! Se é a mesma, não é alternativa!)
Tem de comparecer pessoalmente (...queriam que fosse comparecer como? Por email?)
Todos foram unânimes (É preciso dizer alguma coisa?)
Encarar os problemas de frente (Tentem lá encarar alguma coisa de costas)
É um facto real (se é facto... É real!)
Uma surpresa inesperada (Se fosse esperada continuava a ser surpresa?)
Gritar alto (e murmurem baixinho)
Perceberam?
Pronto...
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